segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

BOLO FLOCÃO DE MILHO


 

BOLO FLOCÃO DE MILHO: 1 XICARA E 1\2 LEITE: 1 XICARA E 1\2 MISTURE BEM E RESERVE POR 20 MINUTOS OVOS: 3 UNIDADES AÇUCAR: 1 XICARA OLEO 3\4 DE XICARA ADICIONE A MISTURA DO FLOCÃO COM LEITE E BATA MUITO BEM QUEIJO MUSSARELA RALADO COCO RALADO 50 gr FERMENTO EM PÓ 1 COLHER DE SOPA FORMA UNTADA E ENFARINHADA LEVE AO FORNO A 180 (°C) POR 45 MINUTOS

domingo, 21 de julho de 2024

Própolis todo dia


 A própolis é uma substância produzida pelas abelhas e formada por ceras e resinas. Essa substância é misturada com o pólen para ser utilizada como antibiótico dentro da colméia. Com a própolis dentro da colméia, impede-se a proliferação de micróbios e vírus.

A própolis é uma defesa antimicrobiana natural das plantas. Tem consistência viscosa e a sua cor, sabor e aroma variam de acordo com sua origem botânica
própolis é uma substância produzida pelas abelhas a partir da seiva das árvores, que é combinada com a cera e a saliva das abelhas, resultando em um produto marrom pegajoso que serve como revestimento e proteção da colmeia.


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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Filé Mignon flambado na cachaça com geleia de tamarindo

 

Filé Mignon flambado na cachaça com geleia de tamarindo 

Ingredientes: 

- 25 ml de água 

- 200 gr de filé mignon 

- 1 colher de sopa de manteiga 

- 10 gr de sal 

- 1 dente de alho amassado 

- 1 colher de café de gergelim preto 

- 3 colheres de sopa de geleia de tamarindo 

- 50 ml de cachaça para flambar 


Como preparar: 


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sábado, 21 de maio de 2022

Como Criar Galinha Caipira

 

Como Criar Galinha Caipira

 Por muitas vezes, pequenos erros na forma de como criar galinha caipira pode nos levar a grandes perdas em nossas propriedades e, com isso, não atingirmos o rendimento máximo das nossas aves. Saiba como criar galinha caipira de forma lucrativa e aprenda como solucionar alguns desses problemas de forma muito simples e eficaz.

Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre como conseguir bons lucros na avicultura executando boas práticas de manejo em nosso projeto de criação de galinha caipira.

Você tem ou pretende ter uma criação de frangos caipiras?

Está precisando de informações sobre como criar galinha caipira e desenvolver um sistema que possa aumentar a produtividade da sua criação? 

Saiba que você está no lugar certo, aqui no nosso blog vamos trocar algumas idéias e experiências de como obter lucro criando galinhas no sistema alternativo de forma profissional e sistemática.

Ontem, eu recebí um e-mail de um criador de galinhas caipiras que mora lá em Januária, MG, e que gostaria de saber como criar galinha caipira e qual era a melhorar maneira de aumentar a produção de suas aves, pois, conforme suas próprias palavras, “de uns tempos para cá, elas não vem produzindo nem o suficiente para pagar o milho que come”.

E as dúvidas que ele me relatou, de certa forma, pode estar acontecendo com muitos criadores no Brasil inteiro que não estão sabendo como criar galinha caipira de forma profissional.

A primeira questão está relacionada com a raça de galinhas que ele está criando em sua propriedade.

Pessoal, está comprovado que criar galinhas sem raça definida não trás retorno econômico, em função da baixa produtividade de carne e ovos que essas aves possuem. A conversão alimentar das galinhas “pé duro” é muito ruim, ou seja, consomem muita ração e produzem poucos ovos ou carne.

como criar galinha caipira

O primeiro passo, para resolver esse problema, é fazer uma aquisição de aves de raça pura que tenha dupla aptidão ou que tenha uma característica específica para produção de carne ou ovos.

Outra questão importante de como criar galinha caipira é com relação à alimentação das aves, se você está oferecendo apenas milho para suas aves, fique sabendo que elas estão recebendo uma alimentação deficiente em alguns nutrientes que são importantíssimos para uma boa produção de carne ou ovos.

Na criação de galinha caipira devemos sempre oferecer a alimentação adequada para cada fase de vida da ave.

Em seu e-mail ele descreve também que tem um galinheiro, de mais ou menos seis metros quadrados, onde ele abriga as galinhas (82 aves) durante a noite e em épocas chuvosas.

Um fator muito importante de como criar galinha caipira e que não é uma prática comum nos criatórios, é o dimensionamento correto para a construção do galpão (galinheiro). Um projeto adequado para 80 aves deveria ter, pelo menos, oito metros quadrados.

No momento da construção do galpão existem outros fatores que devem ser levados em consideração para que as aves tenham um ambiente onde elas possam receber as condições ideais para um desempenho eficiente.

Por último, e não menos importante, devemos oferecer às aves uma fonte de água fresca e potável em recipientes que devem ser limpos todos os dias, para evitar que haja contaminação por fungos e bactérias em seu plantel.


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quinta-feira, 17 de março de 2022

Cultivo da Canola

Cultivo da Canola 

A canola (Brassica napus L. var oleífera) é uma espécie oleaginosa, da família das crucíferas, passível de incorporação nos sistemas de produção de grãos do Sul do Brasil. Destaca-se como uma excelente alternativa econômica para uso em esquemas de rotação de culturas, particularmente com trigo, diminuindo os problemas de doenças que afetam esse cereal e possibilitando a produção de óleos vegetais no período do inverno, quando uma grande área de cultivo no país fica ociosa. Também traz benefícios para o sistema de rotação de culturas das propriedades agrícolas, envolvendo tanto as leguminosas, como soja e feijão, como gramíneas, caso do milho, cultivadas em sucessão aos cultivos de inverno, na safra de verão.

Além de produção de óleo para consumo humano, a canola também pode ser utilizada para a produção de biodiesel e, do farelo resultante (34 a 38 % de proteínas), para uso da alimentação animal, na formulação de rações.

No Brasil, hoje, se cultiva apenas canola de primavera, da espécie Brassica napus L. var. oleifera, que foi desenvolvida por melhoramento genético convencional da colza, grão que apresentava teores mais elevados de ácido erúcico e de glucosinolatos. Na Embrapa Trigo, as pesquisas e experiências com a produção e uso de óleo de colza como combustível, iniciadas nos anos 1980, foram interrompidas na década de 1990 após o abrandamento da crise do petróleo e consequente alteração de prioridades governamentais. No final dos ano 1990, retomou-se a pesquisa com essa cultura, exclusivamente com o padrão canola. Atualmente, com a demanda pelos biocombustíveis, essa cultura conta com um novo incentivo na pesquisa e na produção.

Este “Sistema de Produção” é mais um resultado do esforço que a Embrapa Trigo e sua equipe de pesquisadores vêm realizando em favor do desenvolvimento da cultura de canola no País. Seguindo a política editorial desta série, contempla informações geradas tanto no âmbito da Embrapa quanto por outras instituições de pesquisa do País e do exterior. É um guia com informações valiosas e consistentes, contendo orientações para os mais diferentes segmentos da cadeia produtiva desta oleaginosa no Brasil.



sábado, 12 de março de 2022

Sistema de Plantio Direto da Cebola

 

Este método é utilizado, principalmente, por médios e grandes produtores, que normalmente dispõem de sistema de irrigação por aspersão do tipo pivô-central.

A semeadura é realizada mecanicamente por meio de semeadoras convencionais ou a vácuo, utilizando-se entre 3 e 5 kg de sementes por hectare. As semeadoras a vácuo fazem a semeadura com maior precisão e utilizando menor quantidade de sementes que as de distribuição mecânica.

A maioria dos produtores realizam a semeadura de março a abril, em canteiros com 1,3 a 2,0 m de largura no topo e 15 a 20 cm de altura (Figura 1). Em alguns casos, a semeadura é realizada diretamente na superfície do solo, sem utilização de canteiros, de modo a aumentar o número de plantas por área, pela eliminação das ruas entre canteiros. Neste caso, deve-se evitar épocas ou locais sujeitos ao encharcamento.

A semeadura é feita em linhas simples ou duplas, conforme a máquina empregada, a 1,0–1,5 cm de profundidade. Quando se utilizam linhas duplas espaçadas cerca de 12 cm entre si e 18 cm entre as linhas duplas, trabalha-se com até 20 sementes por metro linear em cada linha. No caso de uso de linhas simples, mais comum quando se cultiva cebola no sistema de plantio direto (SPD), são dispostas até 45 sementes por metro linear.

Para semeadura direta em pequenas áreas, existem equipamentos rústicos, basicamente cilindros ou latas perfuradas, desenvolvidos e/ou adaptados pelos próprios agricultores.

Observa-se tendência de aumento no estande e, consequentemente, no número de sementes por metro linear no plantio. O limite no estande tem sido definido pela tolerância da cultivar ao adensamento, devendo-se considerar que os bulbos de cebola apresentam grande capacidade de arranjo espacial em altas densidades na linha de plantio. Observa-se que bulbos aparentemente deformados no campo, por vezes até triangulares, em função do adensamento de plantas, tendem a se arredondar no processo de cura, reduzindo estas deformações.

O método de semeadura direta, associado à escolha de cultivares híbridas que toleram o adensamento, permite atingir altas populações finais, por vezes superiores a um milhão de plantas por hectare, assim como altas produtividades, superiores a 100 t.ha-1.

A semeadura direta no SPD vem sendo realizado com sucesso em algumas regiões, especialmente em São José do Rio Pardo, SP, pelo uso de semeadoras a vácuo com mecanismos de corte da palhada. O espaçamento entre linhas de plantio é de 30 a 45 cm e o número de sementes por metro linear utilizado varia de 30 a 45, resultando em uma população de 800 a 1.200 mil plantas por ha na semeadura e 650 a 900 mil plantas por ha na colheita.

As dificuldades mecânicas com relação a obter uma eficiente distribuição de sementes em função da maior irregularidade da superfície, que não é revolvida, e da presença de resíduos culturais, muitas vezes irregularmente distribuídos sobre o solo, vem sendo solucionadas pelo desenvolvimento e adaptação das plantadoras.

Predomina o uso do milho como planta fornecedora de palhada para o SPD em cebola. Mesmo após sua trituração, é difícil a operação da semeadora sobre palhada de milho. Alguns produtores, para reduzir este problema, tem efetuado uma leve gradagem niveladora, incorporando parcial e superficialmente a palhada, facilitando a operação da máquina.

A esta prática no início chamou-se vulgarmente de “cultivo mínimo”, termo equivocado visto que o revolvimento é bem maior que no SPD e que “cultivo mínimo” e “plantio direto” são sinônimos para muitos técnicos, inclusive em literatura internacional – “minimum tillage” e “no-tillage”. Passou-se então a adotar o termo “gradinha” ou tecnicamente “plantio com preparo reduzido”. Todavia, o plantio com preparo reduzido revolve superficialmente o solo, desestruturando-o, e acelera a decomposição da palhada. A utilização de plantas de cobertura que forneçam palhada mais fina como o milheto ou a aveia pode melhorar o sistema, devendo-se avaliar sua viabilidade econômica, sempre considerando as realidades locais.

Particularmente para cultivos de verão, o semeio no local definitivo sobre a palhada pode proporcionar incrementos produtivos quando comparado ao sistema convencional com o semeio em solo descoberto, em função do enorme efeito maléfico causado pelas fortes chuvas que ocorrem nesta época no estágio inicial de desenvolvimento da cultura, comprometendo o estande final. 

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Plantio de Cebola no Brasil

Plantio de Cebola no Brasil 

A cebola (Allium cepa L.) pertence a família das a aliáceas. É originária do Centro da Ásia e foi sendo dispersa para o Ocidente. Chegou na Pérsia espalhou-se para a África e Europa. Os primeiros colonizadores foram responsáveis pela chegada da cebola no Continente Americano, onde no Brasil, é cultivada desde Pemambuco até o Extremo Sul do país (Murayama, 1973).

A cebola é consumida principalmente in natura na forma de saladas e como condimento ou tempero, na alimentação humana. Atualmente, pode-se afirmar que é consumida por quase todos os povos e, em conseqüência, sua produção e comércio estão distribuídos em todas as partes do mundo. A quantidade e o valor da produção da cebola, quando comparados com outros produtos agrícolas parecem ser insignificantes, mas na dieta alimentar é de grande importância. A cebola é a base econômica de um grande número de produtores agrícolas, dada a especificidade das características deste produto (Debarba et al., 1998).

Como para as demais hortaliças cultivadas a campo no Brasil, o período de março a novembro concentra a maior parte da produção de cebola nas principais regiões produtoras.

Neste período, as temperaturas são menores, principalmente as noturnas, e a ausência de períodos longos de chuva facilitam o manejo da cultura, principalmente o controle de doenças, e propiciam a produção de bulbos de melhor qualidade. A Região Nordeste (Bahia e Pernambuco, principalmente) é exceção, pois produz cebola o ano todo sob irrigação, embora, como nas demais regiões, considera-se o período de dezembro a março como o mais adverso à cebola, em termos climáticos.

Plantando-se em março-abril, o crescimento ocorre sob condições adequadas de temperatura e num período de encurtamento de fotoperíodo, mas ainda suficientemente longo para o crescimento rápido das plantas. A partir do final de junho, o fotoperíodo e a temperatura voltam a crescer. A bulbificação iniciará quando o fotoperíodo e a temperatura exigidos pela cultivar forem atendidos.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Uso da Plasticultura no Abacaxi

 Uso da Plasticultura no Abacaxi

A técnica, que nada mais é do que o cultivo protegido por plástico é uma boa alternativa para que pequenos produtores tenham ganhos significativos ao final da safra. A técnica é capaz de aumentar em até 30% a produtividade dos pomares e ainda reduzir os custos em até 50% com energia elétrica, água e período de irrigação. 

O uso da plasticultura na agricultura possibilita o plantio de quase todas as culturas nas mais diversas regiões e condições de solo e clima do país. Para a abacaxicultura, o plástico permite uma antecipação de colheita, pois as plantas ao sofrerem menor estresse hídrico, desenvolvem-se mais rapidamente, atua também na redução de concorrência das plantas invasoras diminuindo os custos com herbicidas e até mesmo inseticidas.

O gasto extra poderá ser de até R$ 3.000,00 por hectare, que poderá ser facilmente pago com a renda extra obtida, pela colheita em período de entressafra e os menores custos de defensivos agrícolas. Com a precocidade de produção o produtor poderá comercializar seus frutos com preços melhores, gerando renda adicional.

1INTRODUÇÃO GERAL

O crescimento populacional representa um grande desafio paraas práticas agrícolas eficientes e sustentáveis. Não obstante ao aumento da demanda por alimentos,cresce também a pressão sobre os recursos naturais. Utilizar coberturas sobre a superfície do solo pode ser uma opção para aumentar a eficiência tanto do uso de recursos naturais cada vez mais escassos, como uma possibilidade de melhorar a produtividade e a qualidade das colheitas.

Essa técnica, conhecida também como mulching,utiliza diversos materiais para cobrir a superfície do solo. Quanto à origem, podem ser classificados em orgânicos ou inorgânicos,como os plásticos. Enquanto os materiais orgânicos representam opções debaixo custo, principalmente por possibilitar o uso de resíduos produzidos nas propriedades rurais, as coberturas plásticas apresentam alternativas para modificar o microclima de cultivo.

Nesse sentido, as coberturas plásticas somam benefícios que podem contribuir para o desenvolvimento das culturas e aumentar sua produtividade. Elas diminuem aevaporação do solo;  diminuem o consumo de água da cultura  controlam eficientemente a maioria das plantas infestantes aumentam a absorção  e a eficiência do uso de nutrientes podem repelir insetos-pragas podem diminuir a incidência precoce de doenças causadas por vírus podem reduzir doenças desolo e melhorar a sua agregação podendo proporcionar aumento na atividade microbiana e favorecer o crescimento de raízes.

Quando utilizadas colorações distintas, benefícios adicionais podem ser conseguidos, a depender das condições climáticas e da cultura. Além do efeito térmico, as coberturas plásticas coloridas alteram a quantidade e a qualidade da luz refletida e, de acordo comas propriedades ópticas características de cada material é possível melhorar o microambiente de luz e potencializar a fotossíntese, favorecendo o crescimento e desenvolvimento da cultura Com isso, pode-se ainda regular os processos fisiológicos da planta e atua rna sua partição fotossintética contribuindo também para o desenvolvimento dos frutos.

Assim, várias colorações têm sido testadas,cada uma com suas vantagens e desvantagens. Em regiões de climas moderados, a preta pode ser uma opção para estender a estação de cultivo devido à sua alta capacidade de absorver radiação solar e retransmiti-la ao solo como energia térmica ou radiação de onda longa. Por ter sido introduzida desde a década de 50 é uma das cores mais utilizadas. A branca ou preta/branca proporciona maior controle térmico do solo, principalmente sob alta incidência de radiação solar,além de aumentar a intensidade luminosa próximo ao dossel da planta. Podendo ser então uma opção para locais com temperaturas mais elevadas bem como uma alternativa para melhorar o micro ambiente de luz e potencializar a fotossíntese contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da planta A prata ou preta/prata possui características ópticas intermediárias. Também tem sido utilizada como medida para auxiliar no controle de alguns insetos-praga devido ao seu efeito dissuasivo e por diminuir a incidência precoce de doenças causadas por vírus Já a vermelha também é utilizada em algumas culturas por promover maior produtividade e qualidade nas colheitas 

Contudo, a intensidade das modificações feitas pelas colorações plásticas no microclima de cultivo está associada a fatores climáticos do local ou época de cultivo; Então, pesquisas descrevem respostas distintas de várias culturas às colorações plásticas em diferentes locais e épocas, tanto para fatores de crescimento; como para produtividade.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Ponto certo da colheita do café

Ponto certo da colheita do café 

Não só a condução e os tratos culturais são importantes na cultura do café. A colheita é fator primordial para se chegar à fase de preparo do café para venda com ganhos em qualidade e produtividade. Deve-se ficar atento ao momento certo de se iniciar a colheita e de terminá-la. São várias as maneiras de se colher o café, dependo da região, inclinação dos terrenos e disponibilidade de tecnologia. Este pode ser considerado um dos momentos-chave para se ter sucesso na cultura.

 Início e término da colheita

 Na cultura do café, um dos inconvenientes é a ocorrência desigual da maturação dos frutos. O ideal é que se inicie a colheita quando restarem apenas 5% de frutos verdes, podendo chegar ao limite de 20%. Quantidades grandes de frutos verdes na colheita do café ocasionam perdas na classificação por tipo, qualidade da bebida, desgaste da planta e valor do produto.

 Quanto mais altitude e menor temperatura, mais demorada é a maturação dos frutos do café. Nas regiões do centro ao sul do país, as colheitas se iniciam em março/abril e se enceram em setembro, quando se inicia a floração nestas regiões. Já do centro do país para o norte, como no Estado da Bahia, a colheita se inicia em setembro.

Cuidados na pré-colheita

As plantas de café devem ser bem nutridas para que deem origem ao máximo de frutos cereja, perfeitos e cheios, para serem colhidos. No entanto, a má nutrição leva à produção de frutos imperfeitos, além de facilitar a entrada de doenças e pragas, que causam injúrias e imperfeições nos frutos. Deve-se ter cuidado com a entrada das pragas e doenças, já citadas anteriormente, por meio do monitoramento e da prevenção, em áreas com problemas fitossanitários.

 Antes do início da colheita, deve-se atentar para os cuidados com:

-Pessoal qualificado e equipado para as operações;

-Máquinas e equipamentos revisados, com bom funcionamento;

-Panos, rastelos, sacarias, peneiras e outros materiais disponíveis;

-Terreiros, secadores, lavadores e tulhas, limpos e revisados.

A arruação consiste em uma operação em que se retiram os restos vegetais, que ficam no chão, abaixo da saia da planta do café. Isso é feito com rastelos, sopradores  e outros equipamentos para deixar o pé da planta limpo para se fazer a colheita. Entretanto, deve-se ter o cuidado para não retirar terra demais danificando as raízes da planta. Essa prática facilita a colheita no chão, melhorando a qualidade dos grãos colhidos.

FATORES QUE AFETAM A QUALIDADE DO CAFÉ

As características físicas e a composição química do café são influenciadas por fatores de naturezas diversas, destacando- se entre eles os fatores genéticos, ambientais, nutricionais, manejo da lavoura, colheita, preparo, etc. À exceção dos genéticos e ambientais, os demais fatores podem ser controlados após a implantação da lavoura, não só no manejo (boas práticas agronômicas), quando todo esforço é empregado na obtenção do máximo em qualidade, quanto na fase de colheita e preparo do café, em que se busca a preservação da qualidade obtida.

Padronização da lavoura para a melhoria da qualidade

O princípio básico a ser aplicado na implantação e condução da lavoura cafe-eira é o de que a matéria-prima para um café de qualidade é constituída por frutos cerejas sadios e graúdos e que estes ocorrem em ramos vigorosos. Com o passar dos anos, as altas cargas, os fatores adversos (secas, pragas, doenças), o fechamento e mesmo a própria idade da lavoura somam-se, resultando na acentuação da bienalidade, finalizando em declínio.

As técnicas de manejo, visando os objetivos citados, devem ser aplicadas desde o início, a partir da implantação do cafezal, o que requer planejamento, a começar pela escolha da variedade mais adequada às condições de clima e solo de cada região, combinando os espaçamentos mais compatíveis com o manejo que se pretende adotar, levando-se em conta a disponibilidade dos recursos requeridos.



Monitoramento da lavoura de Café

 Monitoramento da lavoura de Café

A análise de folha auxilia no monitoramento das necessidades da cultura ao longo do crescimento. Análises sazonais, conduzidas no mesmo estágio de crescimento, ajudam o produtor a ter uma melhor visão sobre o estado nutricional e as necessidades, destacando onde são necessários ajustes dentro do programa de adubação.

A análise de folha também deve ser usada para diagnosticar ou confirmar deficiências nutricionais, particularmente onde os sintomas visuais são confusos, não visíveis, ou onde ocorrem múltiplas deficiências nutricionais.

É importante assegurar que as análises foliares sejam norteadas por procedimentos padronizados. A fase de pré-florescimento é a mais indicada para amostragem, porém análises mais frequentes são desejáveis para averiguação e ajuste de nutrientes durante períodos de crescimento ativo. Na prática, o terceiro e quarto pares de folha a partir do ápice em um galho primário ativo de plantas produtivas, são mais comumente amostradas. As amostras devem ser formadas por aproximadamente 100 folhas selecionadas aleatoriamente de 40 plantas dentro talhões homogêneos de 2 a 4 ha. 

A implantação de uma lavoura é uma das fases mais importantes para o sucesso de uma propriedade cafeeira. As consequências das decisões tomadas nesse momento poderão ser observadas e sentidas ao longo do período de condução da cultura. 

Se as decisões forem analisadas criteriosamente e planejadas, podem repercutir por todo estabelecimento da cultura naquela área, garantindo ou não a obtenção de altas produtividades, cafés com melhor qualidade de bebida, plantas vigorosas, diminuição no custo de produção, baixo impacto ambiental e facilidade de manejo. Já decisões erradas podem trazer prejuízos significativos ao produtor e também ao meio ambiente


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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Cultivo da Pimenta Malagueta

 Cultivo da Pimenta Malagueta

• Cultivar de pimenta de sabor picante, muito consumida no Brasil.

• Início de colheita aproximadamente aos 50 dias após o transplante, permitindo muitas colheitas, dependendo principalmente das condições de cultivo.

• Planta arbustiva, bastante rústica e produtiva.

• Produz frutos de formato cônico-alongado, com comprimento médio de 7 cm e diâmetro de 1 cm, coloração verde que fica vermelha intensa quando maduros.

• Boa adaptação às diversas regiões de cultivo no Brasil.

As pimentas do gênero Capsicum fazem parte da riqueza cultural brasileira e do valioso patrimônio genético de nossa biodiversidade. São cultivadas em todo o território brasileiro, desde o Rio Grande do Sul até Roraima, com uma rica variação de tamanhos, cores, sabores e, é claro, pungência, picância ou ardume, marca registrada das pimentas. Algumas espécies são originárias do Brasil, o que aumenta a nossa responsabilidade de preservá-las para as gerações futuras.

Malagueta, dedo-de-moça, americana, chapéu-de-bispo, cumari-amarela, de-bode, de-cheiro, tabasco, murupi e biquinho são apenas algumas das muitas denominações de pimentas cultivadas no Brasil, todas parentes muito próximas dos pimentões.

O agronegócio das pimentas é muito mais relevante do que se imagina, e envolve diferentes segmentos, desde as pequenas plantações e fábricas artesanais caseiras de conservas até a exportação de páprica por empresas multinacionais que competem no mercado internacional de especiarias e temperos.

Nos últimos anos, as pimentas têm ganho espaço cada vez maior na mídia, por sua versatilidade culinária, industrial, ornamental e também por suas propriedades medicinais.

A Embrapa Hortaliças vem estudando as pimentas e pimentões há vinte e oito anos, já tendo lançado diversas inovações técnicas, cultivares e publicações relevantes relativas a essas espécies de plantas. Este livro, ricamente ilustrado para destacar a beleza das pimentas, é mais um produto a enriquecer o acervo da instituição, posto à disposição de quantos se dedicam ou se interessam pelo tema.

A obra, em quinze capítulos, reúne informações gerais sobre as pimentas do gênero Capsicum que ocorrem e são cultivadas no Brasil e sobre os diversos segmentos do sistema produtivo desta hortaliça. Foi elaborada por uma equipe de pesquisadores com vasta experiência em pesquisa e extensão rural, o que o credencia a ser um marco e fonte de referência para produtores, estudantes, professores, extensionistas, pesquisadores e curiosos ou outros estudiosos.


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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Cozinha Mineira: Costelinha, angu e ora-pro-nobis

 Cozinha Mineira: Costelinha, angu e ora-pro-nobis

Receitas de Minas Gerais que vão te deixar com água na boca

A culinária de Minas Gerais talvez seja a que concentra a maior diversidade de pratos no Brasil, pois em cada região do estado há uma comida típica diferente, com ingredientes encontrados com fartura no meio rural. Há duas iguarias oferecidas nas mesas de todas as casas mineiras, principalmente no interior: o feijão tropeiro (prato típico das cozinhas paulista e mineira) e o angu (típico do Brasil).

Importante destacar que a culinária mineira traz elementos que apontam para a diversidade local iniciada, ainda, com o primeiro adentramento dos exploradores de ouro. Portugueses, negros e índios passaram a compartilhar hábitos e ingredientes, até então singulares, que, ao longo do tempo, enraizaram uma cultura gastronômica única e que valorizava, cada vez mais, o regionalismo.

A partir do século XVIII, a visibilidade da região de Minas Gerais passou a deixar marcas na culinária nacional. Os variados e criativos usos de ingredientes como a mandioca e seus derivados, o milho, o leite, os tubérculos e folhagens, bem como as carnes de porco e boi, fazem partes de receitas passadas de geração à geração e que adentraram o século XIX e chegaram à nossa contemporaneidade. A proximidade de regiões (Goiás, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro) com tradições gastronômicas peculiares apenas reforçaram os sabores da culinária mineira, tornando-a uma referência histórica que funde hábitos e ingredientes europeus, indígenas e africanos.


Ingredientes

800g de costelinha

1 colher de óleo

1 colher de colorau

1 colher de tempero batido com cebola e alho

400g de de ora-pro-nóbis

1 kg de fubá (para fazer o angu)

Modo de preparo

Unte a panela com óleo e refogue o tempero de alho e cebola com um pouco de colorau, junte a costelinha já picada e cubra com água. Deixe cozinhar por uns 30 minutos até ficar macia. Prepare o angu e deixe cozinhar bem. Lave o ora-pro-nóbis, misture na costelinha já cozida, deixe ferver por mais alguns minutos e sirva com angu.


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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Biscoito de farinha de trigo e fubá

 Biscoito de farinha de trigo e fubá

Uma receita do interior de minas, o potencial Gastronômico, Turístico e Cultural da região do Circuito Turístico Veredas do Paraopeba, segue a. Receita preparada pela Mestra Ilda Rabelo: Biscoito Doce de Fubá e Farinha assado em forno a lenha, município de ITAGUARA - MG

A culinária de Minas Gerais talvez seja a que concentra a maior diversidade de pratos no Brasil, pois em cada região do estado há uma comida típica diferente, com ingredientes encontrados com fartura no meio rural. Há duas iguarias oferecidas nas mesas de todas as casas mineiras, principalmente no interior: o feijão tropeiro (prato típico das cozinhas paulista e mineira) e o angu (típico do Brasil).

Importante destacar que a culinária mineira traz elementos que apontam para a diversidade local iniciada, ainda, com o primeiro adentramento dos exploradores de ouro. Portugueses, negros e índios passaram a compartilhar hábitos e ingredientes, até então singulares, que, ao longo do tempo, enraizaram uma cultura gastronômica única e que valorizava, cada vez mais, o regionalismo.

A partir do século XVIII, a visibilidade da região de Minas Gerais passou a deixar marcas na culinária nacional. Os variados e criativos usos de ingredientes como a mandioca e seus derivados, o milho, o leite, os tubérculos e folhagens, bem como as carnes de porco e boi, fazem partes de receitas passadas de geração à geração e que adentraram o século XIX e chegaram à nossa contemporaneidade. A proximidade de regiões (Goiás, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro) com tradições gastronômicas peculiares apenas reforçaram os sabores da culinária mineira, tornando-a uma referência histórica que funde hábitos e ingredientes europeus, indígenas e africanos.

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terça-feira, 28 de setembro de 2021

Hortaliças embaladas, maior lucro

 Hortaliças embaladas, maior lucro

Em Minas Gerais, produtores de legumes e hortaliças estão adotando uma estratégia que ajuda a evitar as perdas na agricultura e ainda aumenta  a margem de lucro. Eles embalam suas verduras e legumes em bandejas de isopor ou PET, envoltas com filme PVC. Além de melhorar o rendimento das propriedades, a prática, orientada por extensionistas da Emater-MG, agrada também ao comércio, que pode ampliar o tempo de exposição das mercadorias, e aos consumidores, pela facilidade na compra.

O extensionista local da Emater-MG em Jaboticatubas, Osmar José da Silva, conta que os produtores familiares da região adotaram a prática iniciada por Takazuki Esaki, um grande produtor que foi pioneiro na embalagem de hortaliças. “A Emater-MG adaptou a tecnologia para os pequenos produtores e incentiva a organização em grupos de produção”, explica Osmar.

O trabalho da Emater-MG junto aos produtores resultou na criação do Barracão do Produtor, local próprio para a classificação e embalagem conjunta. Entre os produtos embalados no barracão estão pepino japonês, tomate cereja, tomate, brocólis, couve-flor, ervilha e pimentão, abóbora menina, brócolis, couve-flor, quiabo, nabo, rabanete, vagem, ervilha, pimenta e até cana-de-açúcar, pronta para o consumo. O processo de embalagem é realizado de duas a três vezes por semana. Depois, as bandejas são transportadas para a Ceasa, em Contagem, onde são comercializados 95% dos produtos. O restante é vendido no comércio local.

De acordo com o produtor Júlio Esaki, filho de Takasuki, a embalagem ajuda a preservar a qualidade. “O grande vilão, hoje, dos hortifrutigranjeiros é a perda do produto, por danos no transporte. Se estão protegidos, isso não acontece”, diz. “ A vantagem não é só para o produtor, mas para o comerciante que evita perda de produtos e também para o consumidor, que compra somente a quantidade que vai necessitar, evitando o desperdício”, argumenta.

Frutas e hortaliças minimamente processadas são, em essência, vegetais que passaram por alterações físicas, isto é, foram descascados, picados, torneados e ralados, dentre outros processos, mas mantidos no estado fresco e metabolicamente ativos.

A tecnologia de processamento mínimo de frutas e hortaliças tem experimentado significativo incremento nos últimos anos. No Brasil, desde o início das pesquisas com frutas e hortaliças minimamente processadas, na década de 90, houve avanço expressivo no domínio dos diferentes processos associados a esse segmento da agroindústria. Tal avanço foi possível graças ao empenho de diferentes grupos de pesquisa e desenvolvimento, que, não obstante as sucessivas crises pelas quais tem passado o setor de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, não mediram esforços na busca de soluções para os diversos entraves vividos pelo setor produtivo, o que gerou um número expressivo de projetos, publicações, palestras, seminários, treinamentos, teses e dissertações de cursos de pós-graduação sobre o assunto.

Apesar de todas as conquistas obtidas nesses últimos anos, não há dúvida de que muito ainda precisa ser feito. Entraves tecnológicos como o escurecimento enzimático de folhosas e tubérculos e o esbranquiçamento de algumas raízes, a inadequação de filmes de plástico ou mesmo de combinações de gases para o acondicionamento de frutas e hortaliças, a existência de agroindústrias operando sem o mínimo de condições higiênicas, o desconhecimento tanto por parte de processadores quanto de supermercadistas da importância da manutenção da cadeia do frio e o desenvolvimento de novos produtos e ferramentas de comercialização são desafios que ainda estão por ser vencidos pelos diversos atores envolvidos com a atividade de processamento mínimo de frutas e hortaliças no Brasil.

Um panorama sobre a tecnologia de processamento mínimo de frutas e hortaliças é apresentado a seguir, enfocando alguns dos principais tópicos desse processo, bem como a realidade das agroindústrias nacionais e as possíveis soluções que estão sendo avaliadas para os problemas existentes. Salienta-se que muitos dos tópicos abordados neste capítulo serão discutidos de maneira mais ampla e completa nos demais capítulos deste livro.



quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Como fazer uma composteira doméstica

 Como fazer uma composteira doméstica

A compostagem representa prática barata e natural que transforma a sua cozinha e resíduos de jardim em alimento rico em nutrientes valiosos. Fácil de fazer e usar! Faça a sua parte para reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterro. Mesmo para as famílias que já possuem o sistema, quase metade dos alimentos nas latas de lixo poderia ter ido para o sistema de compostagem, veja o vídeo.

Este manual parte do princípio de que, com algum conhecimento técnico, mobilização social e boa vontade, é possível tratar os resíduos orgânicos que geramos por meio da compostagem em nossas próprias comunidades e instituições.

Associando a compostagem com a jardinagem e a agricultura urbana, transforma-se um potencial problema ambiental em fonte de saúde coletiva, promove-se a reconexão com a terra e aprofundam-se os laços sociais. Desta forma, o principal objetivo deste manual é desmistificar a gestão descentralizada de resíduos orgânicos e inspirar comunidades e instituições a se envolverem com a gestão dos resíduos orgânicos que geram.

O manual busca tratar do tema de compostagem comunitária (em um bairro, por exemplo) e institucional (em um restaurante, hotel, escola, órgão público entre outros) de resíduos orgânicos utilizando uma linguagem acessível, sem desprezar as informações técnicas importantes, para concretizar iniciativas do gênero. Este tipo de gestão de resíduos tem a característica de ser descentralizado, geralmente de porte pequeno ou médio e dispensa a necessidade de transporte dos resíduos para outros locais. Por isso, nesta cartilha, daremos ênfase a um método específico de compostagem que tem sido aplicada com sucesso no Brasil para a compostagem comunitária ou institucional (O público-alvo são lideranças comunitárias, agentes de saúde, estudantes e outras pessoas interessadas no assunto.

O conhecimento exposto aqui é baseado na experiência acumulada de comunidades e instituições que assumiram responsabilidade pelos resíduos que geram, percorrendo um caminho de aprendizado que leva à alquimia de transformar restos descartados em fonte de vida. Reciclar os resíduos orgânicos e restabelecer seu papel natural de fertilizar os solos é um dos principais desafios ambientais que enfrentamos atualmente e somente com envolvimento coletivo alcançaremos sucesso em uma das muitas frentes para a efetiva implementação da Política Municipal de Resíduos Sólidos.



sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Cultivo do Amendoim

 Cultivo do Amendoim

O amendoim é um produto cultivado em várias regiões fisiográficas do País. Nos últimos 5 anos, a produção vem crescendo gradativamente, estimando-se 800 mil toneladas ao ano.

Esse incremento na produção refletiu ganhos consistentes em produtividade obtidos em safras anteriores, devidos principalmente à adoção de cultivares mais produtivas, entre outras tecnologias. Essa mudança permitiu, inclusive, a exploração do mercado externo, após 20 anos de interrupção das exportações de volumes significativos de amendoim (em vagem e descascado).

A maior eficiência do processo produtivo implica tanto na redução dos custos quanto no controle de pragas e doenças, resultando em maiores produtividades. Neste livro, as perguntas selecionadas incluem os questionamentos mais frequentes de agricultores, estudantes, técnicos e demais clientes interessados no agronegócio do amendoim.

No entanto, a qualidade do produto tem sido o maior desafio de sua cadeia produtiva, para atender às exigências dos mercados interno e externo. Assim, informações mais detalhadas sobre nutrição, propriedades bioquímicas, agroenergia e segurança alimentar também foram contempladas nesta obra, visando agregar conhecimentos fundamentais para esclarecer aspectos determinantes do consumo do amendoim e de seus derivados.

Para atender aos interesses mais diversos relacionados à cultura do amendoim – e à demanda por informação atualizada – esta publicação reuniu autores e colaboradores de diferentes áreas do conhecimento e instituições, oferecendo ao leitor uma visão abrangente dessa cultura extremamente versátil.

No Brasil, a cultura do amendoim já foi uma das mais expressivas no mercado nacional de oleaginosas, gerando divisas tanto pelo abastecimento interno de óleo vegetal quanto pela exportação de subprodutos. Contudo, a partir da década de 1980, houve forte reversão no agronegócio dessa cultura, decorrente de vários fatores, especialmente de ordem tecnológica e de mercado, que levaram à redução na área de cultivo e na participação do produto na balança comercial.

Diante dessas transformações, o amendoim passou a ser cultivado, visando, principalmente, atender ao mercado interno de grãos in natura e à indústria de alimentos. Para mudar esse cenário, foram necessários vários ajustes nos processos que limitavam o crescimento da cadeia produtiva dessa cultura, sendo os mais expressivos:

• A adoção de sistemas de produção tecnificados. 

• A redução dos custos de produção agrícola.

• Adoção de novas cultivares e alto investimento na qualidade do produto, de modo a retomar a confiabilidade das indústrias de alimentos e do mercado internacional.

Atualmente, o mercado de amendoim expandiu-se nos segmentos in natura e de confeitaria. Com as novas demandas que surgem com a agroenergia, abre-se mais um nicho de oportunidades para o emergente mercado de biodesel.

No entanto, a melhoria do processo produtivo, ocorrida nos últimos anos, gera novos desafios, que demandam conhecimentos atualizados em diversos aspectos. Este livro fornece aos leitores informações relevantes sobre ciência e tecnologia, reunidas de maneira a propiciar uma leitura agradável e acessível.

O fator climático mais importante para o crescimento da planta e o desenvolvimento do amendoim é a temperatura. Por sua vez, tanto o florescimento quanto a maturação e o crescimento dos frutos estão diretamente ligados à temperatura.

O amendoinzeiro tem metabolismo fotossintético do tipo C3 eapresenta taxa fotossintética líquida máxima a 30 oC. A máxima taxa de produção de matéria seca, ou produtividade da cultura, é de 19,6 g/m².dia. A velocidade de germinação atinge níveis máximos sob temperaturas entre 32 oC e 34 oC.

No entanto, em temperaturas inferiores a 18 oC, o poder germinativo é bastante reduzido e a velocidade do processo germinativo cai proporcionalmente com a redução da temperatura.

A fase vegetativa da planta é prolongada em temperaturas abaixo do ótimo, adiando o início da floração. Contudo, o período entre germinação e florescimento é determinado não apenas pela temperatura, mas também pelo genótipo.

A demanda de água durante o ciclo varia, sendo maior na fase de enchimento das vagens. Geralmente, o consumo de água varia de 665 mm para variedades de ciclo longo a 490 mm para as de ciclo curto.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Criação de mini vacas e pôneis

 Criação de mini vacas e pôneis

Já imaginou poder ter no quintal de casa uma pequena fazenda onde todos os animais fossem pequenos, assim como os domésticos? Pois então, isso já é possível. Agora já é admissível ter em casa uma vaca ou um pônei em miniatura, e existem algumas diferenças, não apenas no tamanho, destes animais que encantam todo mundo pelo seu tamanho.

Uma vaca miniaturizada pode sobreviver tranquilamente em um espaço residencial, e apropriado, sem muitos custos, de modo que até mesmo as crianças poderão ordenhá-la seguindo poucas regras se comparadas aos animais de grande porte. O gasto é mínimo, mas os cuidados com a higiene são grandes. Um mini pônei, por exemplo, precisam ser banhadas três vezes na semana.

Esses pequenos animais podem ser uma ideia muito legal para quem sempre desejou ter uma criação, mas não tem como comprar uma chácara, por exemplo. E o mais interessante é que pode ser manejado por crianças, o que acaba por influenciá-las sobre a importância destes animais em nossas vidas. Existem no mercado vários destes animais à venda, tais como mini porcos, mini vacas, mini pôneis, mini coelhos e mini lhamas.

Já são encontradas várias fazendas especializadas na criação e comercialização destes animais, de modo que eles são os mais aptos a darem todas as instruções de como cuidar do animal. A maioria destas fazendas anda pelo Brasil expondo seus belíssimos animais, alguns até premiados. 

Mesmo sendo um animal em miniatura e de seus cuidados não serem tão complexos, existe toda uma responsabilidade quanto à alimentação, espaço entre outros meios que garantem que o animal viva por mais tempo e com uma saúde satisfatória sempre. O interessante é que estes pequenos animais poderão ser apreciados por todos e com certeza serão muito paparicados e fotografados por onde andarem devido à beleza e a sutileza de seu tamanho.


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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Controle Biológico do Ácaro Rajado no Morango

 Controle Biológico do Ácaro Rajado no Morango

Uso de ácaros predadores no controle biológico

Ácaros predadores das famílias Erythraeidae, Cunaxidae, Phytoseiidae e Stigmaeidae foram observados na cultura do morangueiro no Estado do Rio Grande do Sul. Os fitoseídeos são os ácaros mais comuns e os mais importantes no controle dos ácaros fitófagos sendo que onze espécies de Phytoseiidae foram relatadas associadas à cultura do morangueiro no RS com destaque para Neoseiulus californicus (McGregor, 1954) e Phytoseiulus macropilis (Banks, 1904).

Neoseiulus californicus - Quando adulto, apresenta cor amarelo-palha e corpo alongado. Observado normalmente na face inferior dos folíolos sob a teia do ácaro rajado ou próximo da nervura principal. Exerce um controle efetivo sobre as populações do ácaro-rajado e do ácaro do enfezamento. Este predador é criado em estufas para realizar a liberação massal e controlar os ácaros-praga da cultura do morangueiro.

Phytoseiulus macropilis - Quando adulto apresenta cor avermelhada e o corpo forma ovóide. Também é encontrado na face inferior dos folíolos do morangueiro sob a teia do ácaro rajado ou próximo da nervura principal. Pode ser visualizado sem o uso de lupa como um ponto vermelho de rápida movimentação. Quando tocado movimenta-se rapidamente. Ocorre naturalmente em plantações de morango sem o uso de agrotóxicos. Alguns agricultores conseguem controlar de forma satisfatória o ácaro rajado somente com o emprego deste predador, sem a necessidade de intervenção química. Devido a seu alto consumo de presas e desconhecimento de presas alternativas, é de difícil criação massal.

Os dois gêneros são importantes agentes de controle biológico adquirindo a cor das presas nas quais se alimentam. Deslocam-se com muita rapidez em toda a superfície foliar e predam preferencialmente ácaros tetraniquídeos. Na falta desses passam a se alimentar de outros ácaros, ninfas de cochonilhas, fungos, grãos de pólen e de sucos celulares. Os fitoseídeos podem ser multiplicados, com facilidade, em ambientes controlados, com a finalidade de desenvolver o controle biológico nas lavouras


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domingo, 8 de agosto de 2021

Conheça a raça da vaca holandesa

 Conheça a raça da vaca holandesa

A raça Holandesa também é conhecida em todo o mundo como Holstein Frisian. Sua principal característica, que o destaca em relação às demais raças, é a sua excelente capacidade leiteira, fazendo com que seja considerada uma das melhores raças leiteiras de todo o mundo. A Raça holandesa melhorou muito, através dos anos, graças a um excelente trabalho de seleção e aperfeiçoamento, baseado em um controle técnico e científico bastante rigoroso, ou seja, sob os mais rigorosos padrões zootécnicos. A pelagem dos antigos bovinos holandeses variavam muito, inclusive os de cara branca.

A raça Holandesa possui características marcantes quando trata de produção de leite e sua história tem início há mais de 2000 anos. 

A Raça Holandesa (Holstein-Friesian) é uma raça europeia (Bos taurus taurus) especializada na produção de leite amplamente utilizada no mundo, sendo conhecida por ser a maior produtora de leite em volume. A raça é muito popular internacionalmente, sendo bastante utilizada no Brasil, especialmente em direção ao Sul do país. Este texto traz um pouquinho da origem, história e características da raça.

Acredita-se que ancestrais primitivos dos animais que existem hoje eram domesticados há mais de 2000 anos nas terras planas e pantanosas do Norte da Holanda e Oeste da Província da Frísia. A principal característica da raça a princípio era o padrão malhado, com manchas, em sua maioria pretas, sobre uma base branca e aptidão leiteira, mesmo em uma época em que não havia raças, seleção, e nem animais especializados em uma determinada função. Logo a raça passou a ser selecionada como de dupla aptidão e os criadores buscavam por animais da pelagem preta e branca.

No século XIX, o gado da Frísia havia estabelecido a pelagem preta e branca e já apresentava um grau de conformação condizente com maiores produções de leite, enquanto nas outras províncias o rebanho apresentava grande variabilidade. Foi então que aumentou a demanda por importações de gado, surgindo a necessidade de uma criação mais controlada e o abandono dos cruzamentos, o que provocou a fundação do primeiro Herdbook em 1879.

Uma considerável confusão a respeito deste gado malhado, que se originou na Holanda, foi causada por frequentes mudanças de nome feitas à medida que a raça foi sendo importada por outros países. Em sua região natal, a raça sempre foi chamada pelo nome Friesian ou Zwartbont Fries-Hollands que na tradução ao português seria Holandês Preto e Branco. O nome Holstein, como a raça é conhecida internacionalmente, segundo diversos autores, não seria correto.

Quando o gado da raça foi importado para a América do Norte houve um mal-entendido e acreditou-se que os animais provinham de um local chamado Holstein. Entretanto, não há um local na Holanda com este nome. Este é o nome de uma província alemã (Scheleswing-Holstein) de onde apenas uma pequena parte dos animais importados provieram. A maioria (95%) das exportações de gado da raça foram do Norte e do Sul da Holanda, inegavelmente o berço da raça.


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domingo, 1 de agosto de 2021

Pimenta como alternativa de renda

 Pimenta como alternativa de renda

Ervas, especiarias, vegetais, condimentos, decoração? É tudo isso. Depois do sal, é o condimento mais utilizado no mundo e encontrado em quase todos os lugares atualmente.

Existem diversas espécies de pimenta, cada qual com características próprias: cores, aromas e sabores, dos mais sutis aos mais intensos. Delas derivam produtos como geleias, molhos e temperos que encantam o paladar de muitos.

Em Minas Gerais, muitos produtores optaram pela pimenta como alternativa de renda, e o cultivo se firmou como uma das bases da economia de muitos municípios. Na economia deste Estado, o cultivo da pimenta é muito importante do ponto de vista social, pois gera empregos e renda.

No cultivo de 1,0 ha de pimenta-malagueta há geração de quatro a cinco postos de trabalho, além de serviços temporários na colheita. Do ponto de vista econômico, há aumento na renda do produtor gerada pela agregação de valor ao produto (pelo processamento) e aumento na renda do município pelo estabelecimento de agroindústria.


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